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Metropolitano Ligeiro da Margem Sul do Tejo

by Factus FCT - Monday, 20 November 2006, 4:53 PM
 
anteriormente Artigo te falámos na Rede Metropolitana de Transportes Públicos e na importância que os metropolitanos ligeiros de superfície têm no combate ao aumento do uso do transporte individual.
Desta vez, falaremos do Metro Sul do Tejo, que passará mesmo aqui ao pé da FCT e também servirá os FCTenses, em particular os que moram na margem sul. Este tipo de transporte público está a ser adoptado pela maioria das cidades europeias de média dimensão. Caracterizado por ser rápido, confortável, seguro, silencioso, com baixos custos, amigo do ambiente e dispondo de vias próprias para circular (o que reduz o tempo de viagem), o MST terá articulação com as várias redes de transportes públicos urbanos e inter-urbanos, aumentando a mobilidade de milhares de pessoas que têm de se deslocar entre os concelhos da margem sul e Lisboa. Estará equipado com carruagens de ultima geração e fará o trajecto entre Pragal e Corroios em apenas 15 minutos. No mapa seguinte podemos ver o Traçado previsto do Metro.
Mapa
Começado a construir em 2003, o Metro é o resultado de um longo processo de trabalho e luta desencadeado desde 1985 pelos autarcas da margem sul. O MST constitui um excelente instrumento de valorização do espaço público, do ambiente urbano e da qualidade de vida das populações. Com uma extensão de 13,6 quilómetros, na sua primeira fase, o traçado abrange o eixo central da cidade de Almada, passando por importantes interfaces de transportes públicos, como o terminal rodo-fluvial de Cacilhas e a estação ferroviária do Pragal.
Apesar das qualidades que este equipamento tem, das dificuldades ao nível dos transportes públicos com que a população se depara todos os dias, e do facto que com esta obra se irá melhorar os transportes na margem sul, melhorar a qualidade ambiental dos concelhos onde se insere, criar novos espaços pedonais e para a circulação de bicicletas e ainda novos espaços verdes públicos, reordenar o estacionamento e a circulação automóvel e modernizar as redes de infra-estruturas não viárias (água, saneamento, gás, electricidade, telefones, semáforos, TV cabo) afectadas pela construção do MST, as obras encontram-se paradas.

Chegou-se a um impasse, devido fundamentalmente a dois factores. Por um lado, mesmo aqui ao pé da FCT foram encontrados vestígios arqueológicos e já se sabe como é quando isto acontece, pois os estudos demoram tempo e estamos a falar da nossa história. Por outro, e tratando-se esta obra de um consorcio entre as Autarquias da Margem Sul, nesta primeira fase a Câmara de Almada, e o Governo, este ultimo não disponibilizou ainda a verba para o prosseguimento das obras. Inclusive alega que a Câmara não disponibiliza terrenos para a construção, nomeadamente no troço entre Almada e Cacilhas, quando é a própria concessionária chefiada pelo governo que não envia as plantas para a Autarquia, a fim de serem cedidos os terrenos (in Diário de Noticias, Quarta, 24 de Maio de 2006).

Mas apesar dos atrasos, as partes envolvidas têm tentado chegar a um acordo, esperando-se para o primeiro trimestre de 2007 o inicio da circulação de um transporte que irá ajudar, e em muito, os Estudantes a chegarem ao Campus da FCT.

Mapa

Objectivos do Metropolitano Ligeiro da Margem Sul do Tejo:
  • Melhorar e aumentar a qualidade e a capacidade de transporte (redução dos tempos de percurso, garantia da fiabilidade dos horários, optimização dos modos de transporte colectivo da travessia do Tejo).
  • Contribuir para a estruturação dos sistemas regionais urbanos, urbano-industriais, urbano-turísticos, rurais e de paisagem protegida.
  • Reforçar a coesão do sistema urbano do Norte da Península de Setúbal (Almada, Seixal, Barreiro e Moita), também designado por «Grande Cidade da Margem Sul do Tejo», segundo um modelo polinuclear.
  • A construção do MST, em articulação directa com a rede ferroviária pesada que fará a travessia do Tejo e do transporte fluvial, irá desempenhar um papel decisivo na (re)estruturação do território regional nos próximos anos:
    • Constituição dum grande polo do Norte da Península de Setúbal e integração das actividades económicas, dos serviços e dos equipamentos que permitirão restabelecer o equilíbrio entre residentes e activos.
    • Complementaridade entre o MST e os outros sistemas de transporte (interfaces com o eixo ferroviário Norte-Sul, com os transportes fluviais e com os transportes colectivos rodoviários), indispensável para melhorar as condições de Travessia do Tejo.
  • Revalorizar os eixos que serve e conferir-lhes um carácter mais urbano. A sua realização será decisiva na valorização dos espaços urbanos, já que permitirá:
    • Melhorar a qualidade ambiental dos concelhos onde se insere;
    • Criar novos espaços pedonais e para a circulação de bicicletas e ainda novos espaços verdes públicos;
    • Reordenar o estacionamento e a circulação automóvel, modernizar as redes de infra-estruturas não viárias (água, saneamento, gás, electricidade, telefones, semáforos, TV cabo) afectadas pela construção do MST.