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Segundo Semestre - Regresso ao Conhecido

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 2:44 PM
 
Mal terminaram os exames de Recurso do 1º Semestre, e cá estamos de novo para mais um semestre par. Já tínhamos saudades desta confusão inicial com as inscrições, que acontecem sempre, por muito que nos digam que para a próxima está tudo resolvido. Mas nós nem ligamos, afinal estamos acostumados. Se assim não fosse, não éramos FCTenses e não tínhamos nada para contar aos nossos amigos das outras faculdades. Pensemos assim, se não fossem as confusões, seríamos pessoas infelizes, com pouco com que nos divertir nesta faculdade. Mas agora fora de brincadeiras, pode ser que para o início do próximo ano seja tudo mais calmoou não. Há até quem já faça apostas, por isso, pessoal que gere esta nossa segunda casa (para alguns primeira, consoante as cadeiras sejam trabalhosas ou não), mais atenção no próximo semestre, OK?

Mas se o inicio do semestre foi a trapalhada que todos nós nos orgulhamos, que dizer do facto de sermos das poucas Faculdades onde Bolonha vai sendo feita com toda a pressa, mesmo que isso nalguns cursos (como Ambiente), seja em cima do joelho e depois venha alguém a dizer É pá não é nada disso. Péra lá..Os gajos do Governo querem 3+2. E um outro diz Então não era 4+1?. E o primeiro Népia, é 3+2. E nisto um outro diz Então e o Estudante?. Ardeu... São as reestruturações e os ECTSs. Outra anedota das antigas, à boa maneira FCTense. Mas fora de brincadeiras, este é um assunto que merece ser resolvido, com o devido respeito por nós, alunos. Estamos fartos de ser vistos pelos nossos colegas de outras instituições como alunos especiais, que quiseram ter já, aquilo que eles andam a preparar com pés e cabeça. Mas isso não era sermos FCTenses pois não?

E para aqueles que vão ter Análise Matemática II (como alguns dos redactores do F@CTus), coragem pessoal. Das duas uma: ou metemos na cabeça de uma vez por todas que esta cadeira é para fazer e esforçamo-nos para fazer exercícios ao longo do semestre e ir a todas as aulas..ou muito provavelmente vamos estar na Costa durante a semana de estudo. Eu digo isto sempre que tento fazer o raio da cadeiraDesta vez é que é, mas já lá vão 4 vezes com esta. É pánão é tarde nem é cedo, se passar desta vez, prometo escarrapachar isso na primeira página do F@CTus seguinte. Caramba, alguma vez tenho que passar a AMII. Que seja desta, bom Deus.

Mas já reparam que ter aulas no semestre par é lixado? Com a praia mesmo aqui ao lado, alguém quer saber da FCT para alguma coisa? Temos que mudar radicalmente a situação. Ou nos fechamos este semestre que nem uns malucos no Campus a estudar, para ser uns bons engenheiros e não só, ou definitivamente assumimos que a Costa da Caparica é um Anexo natural da sala de convívio.

Portanto pessoal, muito humor, boa disposição, coragem, confiança e que seja o que Deus quiser. De qualquer das maneiras, em Agosto já não nos preocupamosa não ser que tenhamos época especial. Mas mesmo assim, duvido que a malta não faça este semestre na descontra do costume, ou não. Sendo assim, Bora lá a mais Um(5 em como passamos todos a AM II).
 

III Fórum da Química

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 2:47 PM
 
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No final do mês de Outubro, mais precisamente durante os dias 24, 25 e 26 desse mês, a F.C.T. foi um ponto focal no mundo da Química.
Durante esses dias ocorreu mais um Fórum da Química, a 3ª edição de um evento que já se está a tornar uma referência a nível nacional.
Um evento organizado por estudantes de disciplinas relacionadas com a Química, com o apoio do Departamento de Química e outras entidades relacionadas com a área e não só.
Fomos à conversa com a organização, e ficámos a saber algumas coisas sobre o Fórum da Química.
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Por exemplo, o fórum da química embora tenha tido as ultimas edições com uma periodicidade anual, não têm necessariamente de ser anual, já que a organização do mesmo está dependente da disponibilidade e empenhamento dos alunos que o realizam.
Os objectivos do evento são, dar a conhecer as inovações e realizações do mundo da química entre edições do fórum, com vista a este objectivo, a organização entra em contacto com personalidades do mundo da química, tanto a nível nacional como internacional, para falarem dos assuntos em cujas áreas se inserem.
O público alvo do fórum da química, não é só alunos mais avançados das licenciaturas de química, mas principalmente os alunos caloiros, para lhes dar a conhecer um pouco dos que os espera em anos mais avançados e principalmente para lhes dar uma ideia do que o futuro lhes reserva.
Cada edição do fórum da química têm tido uma boa adesão, tanto em termos dos alunos e docentes da F.C.T., como de visitantes de outros pontos do país.
Infelizmente nota-se uma falta de interesse de pessoas de outras áreas de conhecimentos.
A organização têm quase que vender o evento como se fosse um produto comercial para poder anunciar o fórum, já que existe muito mais na F.C.T. do que festas, mas no entanto eventos formativos não têm a devida relevância na F.C.T..
Parece que não, especialmente para alunos em início da sua vida académica, mas eventos formativos são bastante importantes na aquisição de experiência e novos horizontes.
No entanto, mesmo tendo em conta esta falta de interesse e de relevância, a organização têm estado a receber feedback muito positivo, sendo que o principal feedback, é as pessoas voltarem entre edições do Fórum da Química, especialmente pessoas de outros pontos do país, como por exemplo as Universidades de Aveiro e Porto.
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É por este tipo de feedback que a organização realiza este evento, todos nós gostamos de receber feedback positivo, e a organização são pessoas como nós, alunos da Faculdade.
Como um evento não é só organização, falamos também com alguma da assistência, o que nos disseram, foi que este Fórum foi melhor que os anteriores, com uma grande variedade de temas na ordem do dia e de grande interesse.
Para os estudantes de química, é ainda uma oportunidade de se informarem sobre as possíveis saídas profissionais.
Um dos Professores convidados, manifestou o seu entusiasmo pela qualidade das suas palestras, tecendo elogios à organização por ter conseguido reunir o painel de convidados que esteve presente este ano, lamentando apenas a fraca aderência das outras licenciaturas, apesar das conferências serem muito acessíveis.

E proximamente podem esperar por mais e melhores Fóruns da Química.
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Nova Biblioteca F.C.T.

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 2:50 PM
 
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Como já devem ter reparado, estruturalmente a nova Biblioteca da F.C.T. está quase pronta, faltando apenas os arranjos exteriores e o apetrechamento do interior, ou seja, no inicio do próximo ano lectivo, em Setembro a biblioteca já estará testada, funcional e aberta ao público.
A nova biblioteca, um edifício pensado especificamente para o efeito, que conta para além das habituais funcionalidades em cerca de 7000 m2 e 5 pisos, com 6  salas de leitura com documentação em regime de livre acesso, 28 gabinetes individuais de trabalho, 8 gabinetes de trabalho em grupo, 1 sala multimédia, bar, sala de exposições, auditório para cerca de 90 pessoas, que pode ser utilizado por exemplo, para a realização de tertúlias, 3 depósitos de documentação, 550 lugares de leitura, acesso wireless à internet e 150 computadores disponíveis. Em suma, novas capacidades que são do interesse de todos os utilizadores da biblioteca.
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Este novo espaço vai dar capacidade à biblioteca para organizar mais eventos formativos, como por exemplo, uma acção de formação de utilizadores, que pretende abranger num nível mais geral, principalmente os novos alunos da faculdade, e a um nível mais avançado, para os utilizadores existentes, estas formações incidem, principalmente no ensino da utilização das ferramentas ao dispor dos utentes, como por exemplo: bases de dados, catálogos, etc.
No seguimento de actividades actuais, como por exemplo a palestra dada recentemente por Gonçalo Cadilhe, a nova biblioteca, tendo em conta os novos espaços, vai apostar no reforço da programação cultural, com palestras e exposições de arte, e muito mais.
A nova biblioteca vai ter um horário de funcionamento alargado, embora sem garantir nada, falou-se de um horário das 09:00 às 20:00, este horário alargado vai beneficiar muitos alunos e responder a algumas críticas ao actual horário.
Uma outra novidade e ponto de interesse, é o facto de a nova biblioteca estar munida de uma câmara de expurgo ecológica, na qual o tratamento dos livros é feito por meio de anóxia, favorecendo a saúde tanto de utilizadores como funcionários.
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Outra nota interessante, é o facto desta câmara de expurgo poder ser utilizada pela licenciatura de Conservação e Restauro, dando assim a esta licenciatura um complemento bastante único a nível nacional.
Outro ponto de interesse é o fundo documental, destinado a Literatura, B.D., Divulgação Cientifica e informações sobre Portugal, orientado principalmente para alunos deslocados.
Para a nova biblioteca foi também criada uma escultura, do escultor Victor Ribeiro, que irá ser colocada dentro e fora do edifício, separada por uma vidraça, o tema escolhido para a escultura foi uma árvore.
O elemento que se encontra no interior simboliza a germinação, o do exterior o gérmen que se fez árvore. Assentes num plano horizontal com sulcos ondulantes, o rio do saber alimenta a árvore que se torna forte e robusta.
Vamos finalmente ter acesso a uma biblioteca moderna, que prima por ser um espaço positivo e convidativo, e que vai ser, ainda mais, um grande complemento de informação e saber.

Nota: Este artigo foi elaborado com a colaboração da Dr.ª Ana Pereira, Bibliotecária e Coordenadora da Biblioteca e pelo Professor Doutor José Moura, Presidente do Conselho Cientifico, agradecemos a ambos a colaboração prestada.
 

Política

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 2:53 PM
 
Texto de Opinião por: Luís Henriques

Este artigo não pretende definir exaustivamente Política; nem pretende caracterizá-la cientificamente. Com base em alguns princípios lineares, tentaremos defender uma aplicação prática com vista à resolução dos problemas dos cidadãos.
Política pode definir-se como a acção de governo das nações, tendo em conta as necessidades materiais e espirituais do Povo.
Para fundamentar a Política, os Homens têm criado Ideologias que definem os seus actos de forma mais ou menos flexível na gestão dos problemas nacionais. Uma Ideologia é, então, um sistema coerente de ideias criadas por um grupo, para servir as suas aspirações. Uma ideologia política é um sistema coerente de ideias criadas por um grupo, para fundamentar uma opinião sobre a melhor forma de organizar um Povo num Território.
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Actualmente, é com perturbação que vemos dois elementos, indissociáveis, separados: a Política e o Povo. À definição de Política é inerente a proximidade dos cidadãos, o conhecimento da sua vida, da sua mentalidade, das suas necessidades. A Política, tal como está aplicada à realidade, não só não conhece os cidadãos, como usa o seu especial poder de gestão para administrar determinadas relações com grupos restritos, numa troca de privilégios, que não conhece a igualdade inerente ao governo de um País.
Temos personificado a Política, mas sabemos que se move na direcção pretendida por Seres Humanos. Os quais parecem cada vez mais alheados e menos competentes, servindo-se dos mecanismos do Estado para servir interesses particulares.
Após esta constatação, queremos sugerir que os Homens que estão presentes nos vários órgãos do Estado, em especial nos governos central e local, deviam reunir um conjunto específico de qualidades. O amor ao Povo é absolutamente necessário um sentimento elevado é inerente a uma Política, devendo, por exemplo, pensar-se duas vezes antes de declarar guerra a outro País, ou manter um débil Serviço Nacional de Saúde; conhecer o povo com pormenor saber o fundamento das práticas quotidianas e tradicionais das pessoas ajuda a compreendê-las e a legislar sabiamente e com coerência, construindo um sistema jurídico lógico, convicto, seguro e verdadeiramente popular; estar presente e junto dos cidadãos a Política não é uma acção de gabinete; deve estar na cidade, no campo, junto dos ofícios, deve dialogar com todos, numa procura de conhecimento das pessoas e de actualização (pois a realidade modifica-se). Note-se que esta proximidade não é opressora, não é espionagem, nem viola a intimidade das pessoas ou a sua liberdade. É uma procura de soluções, desinteressada e de boa-fé.
Quanto à ideologia, deve conservar o seu lugar de suporte às acções políticas, mas com limites. Os Homens podem estar convictos, mas não podem ser fanáticos. As ideias e a realidade devem ser habilmente articuladas. Aquelas devem ser suficientemente flexíveis para, por um lado, alterar as realidades harmoniosa e coerentemente para melhor e para, por outro, nunca forçar o curso dos factos, com grande prejuízo para as pessoas.
Na prática, os Homens da Política não sairiam à rua somente na altura de campanhas eleitorais, mas frequentemente para observar e conhecer o objecto do seu governo, para compreender alguns limites da aplicação da lei em relação a certos costumes, para procurar efeitos da governação e suas falhas, para esclarecer as pessoas. E tudo isto se faria tão normalmente como qualquer outro acto de governo, sem, por exemplo, suscitar a curiosidade dos media, porque o direito a ser governado é, todos os dias, incumprido de forma desonesta.
 

Análise Crítica

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 2:58 PM
 
Texto de Opinião por: Filipa M.ª Pereira

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Alterações Climáticas na Perspectiva Sociológica Ambiental

Análise Crítica: Sobreviverá a Humanidade ao capitalismo?

Realizado por: Filipa Mª Pereira nº14274, Monte da Caparica, Outubro de 2005

Cada vez é mais difícil ficar indiferente ás alterações climáticas do nosso planeta, embora ainda não tenhamos feito nada para o evitar a larga escala. O facto dos interesses individuais de cada um se contraporem ao nosso próprio bem comum torna ainda mais difícil alterar as atitudes no nosso quotidiano.

O conhecimento científico permite-nos prever a catástrofe mas não resolve os problemas sociais que implicam as modificações e alterações de comportamentos fase á destruição do nosso mundo do qual somos inteiramente dependentes.

Embora tenhamos hoje presente que os recursos naturais são limitados e que o progresso é limitado pela própria natureza, continuamos a permitir a sua saturação, e muitas vezes só agimos em situações de desespero.

As conferências ilimitadas que têm surgido em torno deste assunto parecem não por termo á poluição e gasto de recursos naturais, são feitos relatórios, implementadas leis e pelo menos no que toca a alguns países como é o caso de Portugal, nada é feito.

Em casos de países industrializados, que são na sua maioria as grandes potências o problema torna-se mais crítico, pois são os grandes poluidores que não querem perder o seu poder económico.

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Encontra-se aqui uma necessidade extrema de mudança de mentalidades e valores, que embora sejam difíceis de ser interiorizados dificilmente saem, pois como podemos verificar os próprios são difíceis de alterar.

A cultura e as necessidades socio-económicas em que cada um está inserido pode facilitar ou dificultar as mudanças, pois elas regem as nossas acções. Deste modo tem que se detectar esses grupos sociais e tentar alterar as suas perspectivas em relação ao futuro da sua própria cultura se nada for feito até lá.

Podemos pensar porque é que certas culturas ou impérios desapareceram de um momento para o outro, que aparentemente eram bem sucedidas em termos de desenvolvimento.

Se aplicarmos as leis de Darwin a nós próprios sabemos que só os mais aptos vão conseguir sobreviver, e que o esgotamento dos recursos naturais vai acabar inevitavelmente com os poderes económicos de algumas potências se não acabar com elas.

A grande tragédia é estarmos todos interligados, pelo menos em termos ocidentais. Não temos as culturas definidas num espaço, encontram-se diluídas pelos meios de comunicação e a rápida passagem de informação através do desenvolvimento informático.

Devido a esta interligação tão coesa devíamos ser capazes de chegarmos a acordos mais rapidamente o que não acontece.

Ainda não se resolveram as nossas diferenças e a encará-las como uma simples diversidade, até porque independentemente da cultura e herança social que se tenha as necessidades básicas são iguais.

No artigo que tenho por base o próprio Presidente do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), afirma que Estamos, de facto a arriscar a própria sobrevivência da humanidade, só isto deveria ser suficiente para mudarmos a nossa forma de agir.

Verifica-se apenas a indiferença, a falta de atenção e desinteresse pelas políticas, culpabiliza-se o sistema mas nada se faz para o alterar.

A nível local, tomando Portugal como estudo sobre o que pensam os Portugueses em relação a este problema das Alterações Climáticas, o que estão dispostos a fazer e o conhecimento que têm, foi realizado em 2003 pelo Observa um Relatório final.

O Relatório revelou que á escala da sociedade portuguesa é preferível continuar a ter os mesmos comportamentos em número mais reduzido, do que alterá-los ou simplesmente deixar de os ter, como por exemplo o uso do transporte individual.

Todas as implementações que possam afectar os rendimentos dos portugueses são rejeitadas, tais como o aumento do preço da electricidade. Deve-se á falta de consciência que temos Termoeléctricas a produzir electricidade através da queima de combustíveis fósseis e que isto não é sustentável.

Em relação ás causas os portugueses não reconhecem os factores mais contribuidores das Alterações Climáticas, mediante isto não é possível terem uma atitude alargada contra o aumento cavalgante deste problema.

Encontra-se o caso de termos politica mas não haver fiscalização, haverem projectos mas a sua aplicação ser inviável devido a falta de cooperação da sociedade.

Tudo parece gritar para uma mudança, que se mantém subjugada aos interesses individuais e desinteresse pela nossa própria sobrevivência, ou seja uma alienação dos problemas transportados para os industriais e poderes políticos presentes.


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Anexo: (Artigo)

http://gaia.org.pt/pipermail/gaia-geral/
2005-January/003725.html

[GAIA-geral] Sobreviverá a Humanidade ao capitalismo?

Pedro_Jorge_Pereira
Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005 - 16:35:27 WET

Sobreviverá a Humanidade ao capitalismo?

O ponto de não-retorno no aquecimento do planeta, com perí­odos de seca, más colheitas e falta de água, poderá ser atingido mais cedo do que os 10 anos até agora previstos, revela um estudo publicado em Londres, elaborado pelo Instituto de Pesquisa sobre Polí­ticas Públicas, de Londres, pelo Centro para o Progresso Norte-Americano, de Washington, e pelo Institute Austrália, de Sydney. O relatório, intitulado «Enfrentar o desafio do clima» e elaborado por centros de estudos britânicos e norte-americanos, é dirigido aos dirigentes do mundo inteiro e a sua publicação, no diário Independente, coincide com o iní­cio da presidência da Grã-Bretanha do G-8.

Dr. Rajendra Pachauri, o presidente do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC), afirmou, numa conferência, na Mauritânia, onde estavam presentes 114 governos, que acredita que o mundo já atingiu o ní­vel de concentrações perigosas de dióxido de carbono na atmosfera e apelou a cortes urgentes e "muito profundos" nos níveis de poluição, se a humanidade quiser "sobreviver". Recorde-se que a administração Bush colocou Pachauri no seu posto depois de a Exxon, a multinacional petrolífera que mais se opõe às políticas internacionais de alteração climática, se ter queixado do seu predecessor, considerando-o "demasiado agressivo".

Pachauri afirmou ainda que "As alterações climáticas são a sério. Temos uma pequena janela de oportunidade que se está a fechar rapidamente. Não há tempo a perder.". Depois afirmou ao The Independent que a morte generalizada de recifes de coral e o rápido degelo no Árctico o tinham levado a concluir que o ponto de perigo que o IPCC deveria impedir já tinha sido atingido. Em Novembro de 2004, um estudo realizado por cerca de 300 cientistas concluí­a que o Árctico estava a aquecer ao dobro da velocidade do resto do mundo e que a cobertura de gelo tinha diminuí­do em cerca de 20% nas últimas 3 décadas.

O gelo está 40% mais fino do que na década de 70 e poderá desaparecer pelo fim do século

Como nota final de pessimismo, recordemos que as actuais alterações climáticas são fruto da poluição emitida nos anos 60. As décadas seguintes elevaram a poluição a ní­veis cavalgantes, o que apenas nos pode fazer esperar efeitos climáticos extremos para o futuro. Estamos, de facto, a arriscar a própria sobrevivência da humanidade. A pergunta que, agora, se coloca é a seguinte: Ainda iremos a tempo de inverter esta loucura?

Temperatura poderá subir 11 graus até meados do século

O clima da Terra pode ser mais sensível do que se pensa ao aumento dos gases com efeito de estufa na atmosfera, concluem os cientistas que lançaram um projecto para testar modelos de evolução climática, através da colaboração de 90.000 mil pessoas de 140 países. Dentro de cerca de 50 anos, a temperatura média do planeta pode aumentar até 11 graus Celsius, dizem os investigadores hoje na revista "Nature", onde apresentam os primeiros resultados do projecto Climateprediction.net.

Este projecto inspirou-se no sucesso do SETI home, em que mais de um milhão de pessoas descarregaram da Internet para o seu computador um programa que permitia analisar dados captados pelo radiotelescópio de Arecibo, em busca de sinais de vida inteligente no espaço. Fazendo "download" de um programa a partir do "site" http://www.climateprediction.net, qualquer pessoa pode pôr a correr no computador uma versão do modelo climático desenvolvido pelo MetOffice britânico (o equivalente ao Instituto de Meteorologia). Cada versão tem diferentes parâmetros, que o farão evoluir de forma diferente durante o equivalente a 45 anos. Os resultados são enviados para a Universidade de Oxford.

Distribuindo estas operações de computação, os cientistas puderam testar o equivalente a quatro milhões de anos de evolução climática. Para isso, desde que o projecto foi lançado, em 2003, foram usados o equivalente a 8000 anos de um computador a fazer o processamento dos dados em permanência algo que ultrapassa a capacidade dos mais poderosos super computadores.

Baseando-se nos resultados dos primeiros 2000 modelos analisados graças à colaboração dos voluntários, os cientistas concluíram que, sem cortes significativos nas emissões de gases com efeito de estufa, a temperatura da Terra e o nível do mar vão subir, explicou David Stainforth, da Universidade de Oxford e líder do projecto, citado pela agência Reuters.

As estimativas do Painel Internacional das Alterações Climáticas das Nações Unidas apontam para que a temperatura média aumente entre 1,4 e 5,8 graus Celsius até 2100. O Climateprediction.net prevê alterações na temperatura média da Terra entre dois e 11 graus, quando as emissões de gases de estufa forem o dobro das de antes da revolução industrial. Esse momento deve ser atingido em meados do século XXI.

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"People say they don't care about politics; they're not involved or don't want to get involved, but they are. Their involvement just masquerades as indifference or inattention. It is the silent acquiescence of the millions that supports the system. When you don't oppose a system, your silence becomes approval, for it does nothing to interrupt the system.

People use all sorts of excuses for their indifference. They even appeal to God as a shorthand route for supporting the status quo. They talk about law and order. But look at the system, look at the present social "order" of society. Do you see God? Do you see law and order? There is nothing but disorder, and instead of law there is only the illusion of security. It is an illusion because it is built on a long history of injustices: racism, criminality, and the enslavement and genocide of millions. Many people say it is insane to resist the system, but actually, it is insane not to."

*/Mumia Abu-Jamal/*

Referência Bibliográfica:

SCHMIT, L.(2000). Sociologia do ambiente-genealogia de uma dupla emergência, Análise Social, ICS-UL, nº150, 175-210.
PATO, João (2003). As Alterações Climáticas no Quotidiano. Estudo Comportamental de Curta Duração, ISCTE Observa:
http://www.observa.iscte.pt/v2/docs/
Relatorio%20Final%20Alteracoes%20Climaticas.pdf


Nota da redação:
Este é o texto integral, tal como nos chegou ás mãos para esta edição, a ser lançada, na altura, em Novembro/Dezembro de 2005.
 

C'est Paris por vous!

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 3:03 PM
 
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Paris viveu durante algumas semanas, um cenário de guerra. Mas não falamos de uma guerra qualquer. Não são exércitos que se opõem uns aos outros. São populações que se viram contra as autoridades. São jovens, na sua maioria mais novos que qualquer FCTense que causam os desacatos. E quais as razões para assistirmos a uma revolta de que não há memória, desde os acontecimentos de Los Angeles, na década de 80?
Paris sempre nos habituou a grandes manifestações e revoluções sociais, veja-se a Revolução Francesa, e o na altura denominado Terror, veja-se o caso da Comuna de Paris, na segunda metade do século XIX, ou o Maio de 68. Mas nunca se tinha visto, com esta dimensão, uma revolta que, tal como em Los Angeles ou noutras cidades, fosse motivada não por fins políticos mas contra tudo e todos.
Vamos por partes. Uma coisa são os motivos que, inicialmente, levaram aos protestos, outra coisa são as pilhagens, o vandalismo e o terror que grupos de bandidos e oportunistas têm levado a caso. Estes últimos não passam de destabilizadores que, nestas situações, aparecem sempre.
Agora, o que motivou esta situação inicial é que tem de ser estudado.
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643381.jpg Tudo começa com a morte de dois jovens imigrantes africanos, numa central eléctrica, ao fugirem de uma perseguição policial. Acusados de racistas pelas populações imigrantes, as forças policiais, quando os protestos começaram, tomaram medidas que ainda mais justificaram este rotulo, ao destruírem uma mesquita e ao tratarem todo o imigrante como terrorista, como aliás desde o 11 de Setembro alguns governos têm tratado a questão da imigração (lembremos-nos do caso do cidadão brasileiro morto em Inglaterra, no Verão.). Ora tudo isto gerou um descontentamento por parte das comunidades imigrantes, em especial os Jovens, criando-se uma enorme bola de neve, fomentada por comentários racistas de um ministro.
Ora esta bola de neve tem raízes mais profundas do que a lamentável morte dos dois jovens. Estas populações têm sido constantemente votadas à marginalização. Oriundos de países pobres, chegam à Europa em busca duma vida melhor à qual todos os seres humanos têm direito. Acabam por ser explorados, mal pagos, vítimas de discriminações, considerados sempre o bode expiatório do problema do desemprego. São colocados em bairros que são autênticos guetos, que se tornam barris de pólvora, que neste caso acabaram por explodir. Os jovens destes bairros pouca ou nenhuma motivação têm, derivada à situação em que vivem. É obvio que algum dia esta situação aconteceria. A discriminação, o racismo, a xenofobia, os apartheids urbanos, a pobreza e o desemprego só podem gerar estas lamentáveis guerras urbanas.
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E muito se tem falado que qualquer dia acontece o mesmo em Portugal. Com ou sem alarmismos, é algo bem possível. Os sintomas são os mesmos. Lá, como cá a solução não passa por simples cargas policiais. Lá, como cá, é preciso reivindicar e fomentar politicas que combatam a pobreza, que impulsionem Emprego para Franceses (Portugueses, no nosso caso) e Imigrantes com os mesmos direitos, é necessário eliminar o racismo e impulsionar a paz e amizade entre todos, é urgente defender um ordenamento do território que não gere exclusão. Está nas nossas mãos prevenir estes males.

Créditos das fotos: Agências noticiosas Lusa e FrancePress.
 

Núcleo de Astronomia

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 3:06 PM
 
Núcleo de Astronomia

Tudo começou com uma ideia astronomicamente luminosa E que tal se criássemos um núcleo de astronomia?. E foi assim que em finais de 1991 nasceu o NAFCT Núcleo de Astronomia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
No início o núcleo era constituído por um pequeno grupo de pessoas que partilhavam o gosto pela astronomia e que contavam com o apoio do Professor Cândido Marciano. Alguns anos mais tarde e depois de várias gerações de FCTenses terem passado por este núcleo ficam-nos na memória actividades como o Astronomia no verão, Astrofestas, Saídas de campo a vários locais de Portugal, observações na FCT e fora, palestras, e muitas outras.
Mas a vida do núcleo não pode ser resumida somente a estas actividades, uma vez que por trás de cada actividade descrita, de cada palavra lida, encontram-se horas e horas de trabalho, reuniões, noites sem dormir, algumas discussões, muitas alegrias, mas acima de tudo fortes amizades.
Se também gostas de ver estrelas, tens espírito de aventura e o céu como horizonte, vem participar nas próximas actividades do Núcleo de Astronomia. Podes contactar-nos através da Associação dos Estudantes ou mandando-nos um e-mail para:  nafct@students.fct.unl.pt

contacto:  Paulo Velho
email:  nafct@students.fct.unl.pt
texto por: Paulo Velho
 

Núcleo da Licenciatura em Engenharia do Ambiente

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 3:12 PM
 
O Núcleo de Estudantes da Licenciatura em Engenharia do Ambiente (NELEA) é uma entidade académica em formação constituída exclusivamente por alunos de Eng. do Ambiente da FCT. As conversações que levaram à actual iminência da formação do NELEA foram iniciadas e desenvolvidas no passado ano lectivo de 04/05 por um pequeno grupo de alunos do 4º e 5º anos, depois do incentivo dado pela Associação Nacional de Estudantes de Engenharia do Ambiente (ANEEA) à Comissão Pedagógica da Licenciatura de Engenharia do Ambiente nesse sentido. A ideia seria a formação de uma estrutura académica que, integrada na ANEEA, representasse a LEA da FCTUNL a nível nacional. Como FCTenses, tomámos de imediato consciência da importância que a FCT poderia assumir nesta entidade. Sendo a LEA leccionada na FCT um dos mais importantes e o mais antigo curso de EA do país, a não presença na ANEEA era, de facto, uma lacuna importante e necessária de suprimir. Depois de um período de discussão em que se debateram futuras iniciativas e projectos a desenvolver futuramente pelo NELEA e se procurou divulgar a ideia junto dos alunos, eis que temos finalmente o NELEA aprovado na última AGA no passado mês de Dezembro.
Alguns dos objectivos do NELEA passarão pela defesa dos interesses dos estudantes da LEA, tanto dentro da FCT como no panorama nacional, a promoção de eventos na FCT no âmbito da EA, pela criação de um espaço de apoio pedagógico destinado exclusivamente aos mesmos alunos e pelo auxílio aos alunos de EA na introdução no mercado de trabalho.
Surgiram já muitas ideias e algumas certezas acerca das acções futuras do NELEA mas só para teres um cheirinho daquilo que pode vir a tornar-se numa realidade, algumas das iniciativas que têm sido discutidas são por exemplo a organização de uma conferência anual que visasse discutir temas actuais e importantes relacionados com o mercado de trabalho da EA ou a colaboração com projectos que envolvem a melhoria do desempenho ambiental da FCT como o projecto Campus Verde. Todos os estudantes da LEA vão beneficiar da existência do NELEA. Na qualidade de membro ordinário não directivo poderás participar em actividades ou auxiliar em acções baseadas em pequenas ajudas pontuais sem comprometer a tua vida pessoal ou académica. Com esta iniciativa pretende-se reforçar ainda mais o espírito de grupo, de união e de entreajuda que desde sempre caracteriza a LEA da FCT. Não é por acaso que grandes nomes do actual panorama nacional do ambiente surgem associados à FCTUNL!
A tua participação fortalece-nos e é mais um passo para uma LEA melhor. Se te agrada a ideia de ganhar experiência e estofo profissional na tua área, se tens espírito de iniciativa e se tens o qb de altruísmo dentro de ti então junta-te a nós!

Vem saber mais sobre o NELEA!

Em http://gasa.dcea.fct.unl.pt/cpa/nelea/ podes conhecer-nos um pouco melhor e encontrar mais ideias e projectos a desenvolver no futuro. Podes participar construtivamente e se assim o desejares podes deixar opiniões ou ideias acerca do NELEA no nosso fórum disponível em: http://gasa.dcea.fct.unl.pt/cpa/forum/viewtopic.php?t=81.
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Saudações ambientais!

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texto por: Gonçalo Mendes
 

Cinema e o Mundo que nos rodeia

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 3:14 PM
 
Texto de Opinião por: Ricardo Ferreira

Tive oportunidade de ir por alguns dias à 26ª edição do festival internacional de cinema fantástico do porto, o já bastante conhecido Fantasporto.
É a segunda vez que vou ao Fantasporto, tendo sido a primeira o ano passado, este ano que passou tive a oportunidade de ver nos poucos dias que passei no Porto, filmes de grande qualidade e filmes de qualidade duvidosa, mas acho que disso não há hipótese de fugir, já que gostos há muitos.
O Fantasporto, como festival de cinema fantástico, tem como objectivo promover esse género de cinema, mas não é por isso que filmes menos *fantásticos* não fazem parte do cardápio de filmes apresentados aos cinéfilos que se desloquem ao Porto, o ano passado por exemplo pude ver o Sideways um filme bastante alternativo mas que de *fantástico* não tinha muito.
Outra grande atracção do Fantasporto são os 7 ciclos, ou temáticas, em que os filmes em exposição são divididos, gostei particularmente dos filmes incluídos no ciclo Orient Express, que tenta mostrar que o cinema proveniente da Ásia, que tem visto nos últimos anos um grande aumento na qualidade de filmes, não é só filmes de artes marciais e filmes de terror, mas que também há filme de muita qualidade como por exemplo o Samaritan Girl, um filme Sul Coreano de Kim Ki Duk, que conta uma história realmente boa, e que duvido muito ou não fosse por festivais como o Fantasporto nunca teria ouvido falar do filme nem tão pouco o visto.
Outro filme muito bom, que conta uma realidade diferente, mas igualmente brutal é o filme Shooting Dogs, um filme Inglês/Alemão de Michael Caton Jones, que conta a história de um genocídio de raundenses de etnia Tutsi por parte de ruandenses de etnia Hutu no Ruanda em 1994, uma visão algo mais realista do que a apresentada no filme Hotel Ruanda.
Este filme não deixa ninguém indiferente e faz-nos questionar, o quão evoluída é realmente a raça humana, e chego á conclusão que nem mesmo 3 milhões de anos de evolução servem para alguma coisa...
De qualquer forma, o Fantasporto é uma experiência que qualquer um devia passar, e pela nossa faculdade não se perdia nada em seguir com mais atenção os filmes propostos pelo Núcleo de Cinema, já que por vezes também temos direito a ciclos de cinema de grande qualidade.
Vejam cinema e pensem na vida.
 

Shoutbox

by Factus FCT - Wednesday, 18 October 2006, 3:33 PM
 
shoutbox

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